Vacina coronavac: adotada em 80% dos imunizados no Brasil.

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

Início da aplicação começa no dia 12. Intervalo entre as duas vacinas precisa ser de 14 dias. Cronograma levará Butantan a fabricar menos da metade da Coronavac em abril

A chegada da temporada da gripe é um fator complicador para a campanha nacional de enfrentamento à Covid-19. Além de gerar situações de co-infecções – por mais de um vírus, a própria prevenção às gripes comuns, por meio da vacinação, compromete a capacidade brasileira de produção de imunizantes contra a covid-19.

Para atender ao calendário de entrega de vacinas da gripe ao Ministério da Saúde, o Instituto Butantan já sabe que utilizará apenas uma de suas linhas de produção, em abril, para fabricar a Coronavac. A entrega do imunizante chinês cairá de 22,3 milhões de doses, em março, para 10 milhões em abril.

O Butantan finalizará em 30 de abril o primeiro contrato com o ministério da Saúde, para a entrega de 46 milhões de doses da Coronavac. E ainda depende de insumos importados da China para completar a tarefa. A previsão é de que a matéria prima para isso chegue ao Brasil esta semana. Para atender ao segundo contrato firmado com o governo federal, que prevê a fabricação de mais 54 milhões de doses, o Butantan também depende integralmente da entrega de insumos da China, país pressionado pela demanda interna e global pelos componentes.

Este cenário levará hoje o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a uma reunião com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. A representação diplomática, no entanto, tem pouco a fazer diante dos acertos previamente assumidos pela China com outros países. Quase 80% das vacinas aplicadas nos brasileiros são Coronavac, fabricadas pelo Butantan, com insumos importados da China. A expectativa das autoridades federais é receber em abril 18 milhões de doses de vacinas de Oxford, como prometido pelo Instituto Fiocruz.

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