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Com a crise de saúde pública instalada em razão da Covid-19, rede hospitalar à beira do colapso, aumento no número de mortes em domicílios em razão da falta de leitos ou do medo da ida aos hospitais, reflexos no crescimento dos falecimentos por doenças respiratórias e cardíacas aceleradas pelo vírus, a cidade de Tangará da Serra completou o “ano da pandemia” com um total de 365 de mortos.

Os dados do “ano da pandemia” constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

O número de óbitos registrados em Cartórios no “ano da pandemia”, considerado o período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 365 mortes. No entanto, mesmo que seja um número expressivo de mortes e dados estaduais apontando o elevado crescimento de mortes, Tangará da Serra teve queda. Em termos percentuais, significa uma queda de 16,01% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve em crescimento e na casa de 3,06%.

FEVEREIRO RECORDISTA

O agravamento da pandemia no último mês, os cartórios de Tangará da Serra registram um total de 64 óbitos, 32 óbitos a mais do que a média para o período. O número foi ainda 41,1% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003, sendo 9,7 pontos percentuais à média para o período. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 49,2%.

O número de óbitos registrados nos meses de 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como a variação da média anual e do período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência.

MATO GROSSO

Mato Grosso fechou o “ano da pandemia” com um total de mais de 20 mil mortos, número recorde desde o início da série histórica. No Estado, o período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 20.478 mortes, um total de 5.876 falecimentos a mais do que a média dos mesmos períodos desde 2003.

Em termos percentuais, significa um crescimento de 40,2% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve na casa de 2,9%, totalizando 37,3 pontos percentuais a mais no período. Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 14,7% no número de falecimentos.