Jacques Gosch

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Senador Carlos Fávaro não consider momento adequado para investigação, mas assina CPI

Osenador Carlos Fávaro (PSD) assinou o requerimento para a criação de uma CPI da Covid mais ampla, incluindo  a apuração de  irregularidades cometidas por governos estaduais e municipais.  A proposta  senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que já conta com o número mínimo de assinaturas para ser instalada,   esbarra no determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso,   que manda investigar apenas o Governo Federal.

Fávaro é o único senador da bancada de Mato Grosso a assinar o requerimento para CPI da Covid. Os senadores Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL) até receberam telefonemas de Eduardo Girão, mas ainda avaliam se apóiam a iniciativa.

Ao apoiar a CPI, Fávaro destaca que embora entenda não ser este o melhor momento para a instalação de uma Comissão, ela precisa ser séria e técnica. “Sempre disse que o momento era para buscarmos salvar vidas. Uma vez que a CPI é inevitável neste momento, sobretudo por conta de uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que ela apure então todas as suspeitas de improbidade nas três esferas, federal, estadual e municipal”.

A decisão citada por Fávaro foi proferida pelo ministro do STF  na última semana e determinava a instalação imediata de uma CPI para apurar eventuais omissões do Governo Federal. “Havia um grande risco de que esta CPI se tornasse um palanque, visando às eleições de 2022. Com a ampliação do escopo da apuração, vamos ter a oportunidade de um trabalho sério, técnico, pautado apenas e tão somente na busca por informações destes casos suspeitos”, pontua o senador

No requerimento apresentado, Girão ressalta que até dezembro do ano passado, ao menos 61 operações foram deflagradas pela Polícia Federal para apurar supostos crimes contra a administração pública cometidos com o intuito de desviar recursos públicos destinados ao combate à pandemia. Neste período, foram emitidos mais de mil mandados de busca e apreensão e 144 de prisão. No total, o valor dos contratos investigados é de quase R$ 2 bilhões.