Cruzes espalhadas em calçada em protesto na Arena Pantanal — Foto: Divulgação

Por Suelen Alencar, G1 MT

A principal reivindicação deles é a valorização dos trabalhadores, com o pagamento de auxílio aos profissionais da linha de frente e de indenização em caso de afastamento por Covid-19.

Veja as reclamações:

  • Profissionais não recebem verba indenizatória em caso de afastamento médico por infecção da Covid-19;
  • Unidade não possui protocolos de atendimento ou Procedimento Operacional Padrão (POP);
  • Não há pia para higienização das mãos nos setores de triagem ou testagem;
  • Máscaras N95 entregues aos plantonistas são insuficientes;
  • Sobrecarga de trabalho;
  • Falta de área de repouso adequada;
  • Refeitório é improvisado no vestiário do estádio e não oferece mesas e cadeiras suficientes;
  • Refeições ofertadas não têm padronização;
  • Assédio moral e exposição dos trabalhadores em grupos de WhatsApp;
  • Acusações infundadas de furto de materiais e ameaças de demissão.

 

A equipe de enfermagem que trabalha no Centro de Triagem, espaço instalado na Arena Pantanal no ano passado para fazer exames gratuitos da Covid-19, divulgou uma carta com denúncias de más condições de trabalho a que é submetida na unidade.

Trabalhadores reclamam de assédio moral por chefias — Foto: DIVULGAÇÃO

Trabalhadores reclamam de assédio moral por chefias — Foto: DIVULGAÇÃO

“Por meio desse contrato, o profissional faz 12 plantões, no máximo. O edital dizia 14 plantões, mas a estrutura criada não dá essa possibilidade. Com isso, o profissional recebe R$ 3 mil por mês, já que recebe por plantão trabalhado. Já pensou trabalhar na linha de frente com risco e ganhar esse valor?”, questiona.

Os manifestantes alegam que a distribuição das máscaras acontece a cada 7 plantões, que corresponde em média a 15 dias, mas eles atuam em regime de plantão 12h x 36h.

Na sala de repouso segundo eles,, cerca de 15 pessoas ficam na mesma sala fechada, sentadas em cadeiras. Não é feita a desinfecção após a saída do profissional e a chegada de outro.

Já o refeitório não tem mesas e cadeiras suficientes e alguns profissionais comem em pé ou têm que esperar alguém se levantar para poder almoçar, denunciam os profissionais.

Manifestação terminou no final da manhã. — Foto: DIVULGAÇÃO

Manifestação terminou no final da manhã. — Foto: DIVULGAÇÃO

O ato começou por volta de 6h e terminou no final da manhã.

“Além de que o Centro de Triagem Covid-19 dispõe de Protocolos de Atendimento ou Procedimento Operacional Padrão (POP), além de filtro Hepa, e uma estrutura de acordo com as medidas de biossegurança necessárias. Os profissionais da unidade, antes de serem contratados, são capacitados e informados sobre todas as regras previstas em edital do Processo de Seleção, que são devidamente cumpridas pela administração da unidade”, diz trecho da nota

Segundo na secretaria, é orientado que seja feita a divisão em grupos das equipes de trabalho, durante a pausa para as refeições, de forma a evitar aglomeração.

Toda a estrutura do local, bem como os atendimentos e treinamentos, foram aprovados pela Vigilância Epidemiológica do município e do estado.