No dia 1º de janeiro de 2021, Rafael Machado (PSL) tomou do segundo mandato de prefeito de Campo Novo do Parecis. Durante a solenidade, na Câmara de Vereadores, ele mentiu que não respondia nenhum processo, seja na justiça estadual ou federal. Numa postagem do dia 04 de janeiro, este site estampou a manchete, até hoje não contestada: Em discurso de posse, Machado falta com o decoro, ofende MPE e mente que não responde processo.

No corpo da matéria, a reportagem reproduziu uma notícia divulgada em 20 de outubro, a qual sustentava que Machado respondia a  Uma penca de ilícitos reiterados contra a administração pública, apurada por meio de Inquérito Civil, motivou o representante do Ministério Público Estadual (MPE) a ajuizar ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado (PSL), que estaria se valendo do cargo, da caneta, de servidores e de recursos públicos da municipalidade para potencializar sua candidatura à reeleição. A matéria pode ser relida aqui: MPE pede condenação de Machado a perda de função pública e a suspenção de direitos políticos por improbidade

No dia 21 de março de 2021, o pedido do MPE resultou em sentença condenatória. A Bronca Popular destacou: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA   Juíza de Campo Novo do Parecis cassa o mandato do prefeito Rafael Machado. Rafael teve os direitos políticos suspensos pelo período de 08 anos. Permanece no cargo por força de recurso de apelação ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Na última terça-feira (08), a juíza da 60º Zona Eleitoral de Campo Novo do Parecis, Cláudia Anffe Nunes da Cunha, acolheu parecer do Ministério Publico e julgou procedente Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta pela Coligação “É A Vez do Povo” (PSC, DEM, MDB, PSDB e PV) para decretar a inelegibilidade do prefeito Rafael Machado e de seu vice Antonio Cesar Brolio pelo prazo de 08 anos contados da data da eleição, com a consequente cassação de seus diplomas.

Atordoado com duas condenações na justiça, sendo uma por improbidade administrativa e a mais recente por corrupção eleitoral, Machado se defende e, como sempre, recorre a mentira deslavada com o proposito de manipular a opinião e causar animosidade contra o Ministério Público e o Pode Judiciário. Em um “Portal Amigo”, ele se referiu a uma suposta frase de um imaginário membro da CNM, que teria dito ser a primeira vez que toma conhecimento que um prefeito foi cassado por trbalhar demais.

Primeiro, que Rafael não trabalha demais e sim de menos, aquém do esperado e abaixo do prometido. A não conclusão da pavimentação asfáltica do Jardim das Palmeiras é uma prova disso. As obras da feira também não foram concluidas. Aliás, nem a reforma do prédio da prefeitura ele deu conta de terminar. O homem é um poço de incompetência administrativa.

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No “Portal Amigo”, Machado negou as condutas ilicitas a ele atribuidas pelo MPE e condenadas pela culta, zelosa e competente juíza Cláudia Anffe. Com o rosto lambuzado de óleo de peroba, o aprendiz de gestor afirmou que apenas deu publicidade e transparência aos atos de sua gestão, o que não é verdade. Machado usuou e abusou da estrutura da prefeitura para alavancar sua candidatura à reeleição, patrolou dolosamente os principios da moralidade e impessoalidade e avançou contra a legislação eleitoral.

Como Machado não aprende nem mesmo com as próprias presepadas, resolveu aprontar mais uma e ainda tenta arrastar para o terreno movediço da delinquência política empresários e a população de Campo Novo.

O celerado prefeito decidiu partir para o confronto direto contra o MPE e Judiciário. Servidores comissionados da prefeitura estão sendo mobilizados pelo grupo de Whatsapp denominado “Democracia/Respeito”. O ato está sendo convocado para amanhã, a partir das 17h. A concentração será em frente a prefeitura.

Campo Novo enfrenta risco muito alto para contaminação pela covid-19, o hospital municipal não tem capacidade de atendimento, doentes são despachados para Tangará da Serra ou Cuiabá, sendo que muitos jamais retornarão para seus lares. Mesmo diante desse cenário de sofrimento, dor, lágrimas e mortes, Machado determinou que todos os ocupantes de cargos comissionados participem da carreata de afronta aos poderes constituidos.

 

Por: A Bronca Popular