Mala de dinheiro é apreendida em Goiás durante operação da Polícia Federal — Foto: Divulgação/Polícia Federal MT

Por Millena Barbosa, G1 GO

Os nomes dos investigados não foram informados pela corporação. Por isso, o G1 não conseguiu localizar a defesa deles para que se pronunciassem sobre a investigação.

Segundo a Polícia Federal, os criminosos teriam desviado mais de R$ 13 milhões em precatórios, que são reconhecimentos judiciais de dívidas que o Poder Público tem com o autor da ação. Com a descoberta deste golpe, os criminosos passaram a sacar o auxílio emergencial.

Conforme a PF, foram 1.570 saques de benefícios, entre os meses de abril de 2020 e março de 2021, resultando em um prejuízo superior a R$ 1,3 milhão.

Esquema

Segundo a PF, a investigação apontou que o grupo agia da seguinte forma:

  • A organização criminosa se aliava a servidores da Caixa, que forneciam informações sobre precatórios à disposição para saque;
  • Criminosos confeccionavam documentos falsos, os quais eram forjados com os dados dos beneficiários dos precatórios e as fotografias dos estelionatários, que se dirigiam ao banco para realizar os saques;
  • Após pegar o dinheiro, o montante era espalhado em diversas contas, com o intuito de ocultar a origem ilícita.

Responsável pelo auxílio emergencial, o Ministério da Cidadania informou que colaborou com as investigações, pois “é responsável por receber e tratar denúncias e repassar as informações para a ação dos demais órgãos no combate aos crimes relacionados aos pagamentos do benefício”.

Operação

A investigação foi encabeçada pela Superintendência Regional da PF no Mato Grosso. Os mandados, expedidos pela 5ª Vara Federal de Cuiabá, foram cumpridos em 12 estados.

Os policiais prenderam 12 pessoas e cumpriram 77 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens. Também foram determinadas nove medidas de suspensão do exercício da função pública.

O nome da Operação, “Et Caterva”, se trata de expressão em latim, utilizada de forma pejorativa, que denota a ideia de um grupo de comparsas, visto que a investigação identificou um grupo de pessoas que se uniram no propósito de cometer os crimes.

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