Professora quer voltar às salas de aula — Foto: TVCA/Reprodução

Por Cinthya Rocha, TV Centro América

Independentemente da profissão, a pandemia da Covid-19 causou medo, insegurança e solidão nas pessoas. Acostumada a ensinar em pé e de frente para os alunos, a professora de história Cláudia Noêmia Souza teve que aprender a fazer o mesmo trabalho sentada na frente do computador e distante dos alunos.

“A alma da escola é o aluno e sem o aluno, parece que não tem alma, então estou sentindo falta”, afirma.

A professora de história conta que seu maior sonho no momento é ser vacinada.

“Meu maior sonho agora é tomar a vacina, estar protegida e depois ter os alunos aqui de volta. Então nesse momento, seria um sonho até porque é a profissão que eu escolhi, são mais de 30 anos fazendo isso. Então eu gostaria de estar com os alunos explicando história”, afirma Claudia Noemia.

Já a estudante Brenda Closs, de 21 anos, pegou Covid-19 durante a gravidez.

O maior medo na época era se contaminar com a Covid-19 e acabar transmitindo para o filho. Apesar de todos os cuidados, na reta final da gestação, ela testou positivo.

“Eu fiquei com medo de contaminar o bebê ou então de ter um parto prematuro. Liguei para o meu médico e ele me tranquilizou falando que não passava por conta da placenta, mas o medo continuava porque eu sentia alguns sintomas. Perdi o olfato, perdi o paladar, sentia cansaço e tive febre. Então eu ficava com medo de ter que ir para o hospital e precisar ficar internada”, contou.

 

 

 

Brenda teve filho durante a pandemia — Foto: TVCA/Reprodução

Brenda espera que a vacina traga esperanças e diz que é preciso ter paciência.

“A palavra que eu uso é paciência, primeiro paciência para sair os resultados das pesquisas, depois paciência para esperar a cura, para vir a vacina, agora para ser vacinado. Eu espero que chegue de vez essa vacina pra que a gente possa ser livre e voltar a fazer as coisas que antigamente eram normais”, afirma.

Conciliar a carreira com a maternidade também tem sido um desafio e tanto.

Tatiane Gaudêncio, que é empresária, está trabalhando em home office e fica sempre rodeada pelos filhos. É preciso estratégia para dar atenção a todos.

“O que eu sempre faço é pegar eles e levar ao parquinho, então todos os dias a gente acaba descendo, brincando um pouco, tendo essa diversão e quando estão em casa a gente acaba fazendo uma atividade em conjunto como fazer um bolo, limpar a casa, eles acabam ajudando também nessas questões”, afirma.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui