Marcelo Queiroga é o terceiro nome a ocupar cargo de ministro da Saúde em menos de um ano

UESLEI MARCELINO/REUTERS

Marcelo Queiroga tomou posse ontem e diz que prioridade do governo é imunizar brasileiros contra covid-19 rapidamente

Do R7

Na primeira entrevista coletiva após assumir o cargo de ministro da Saúde, Marcelo Queiroga prometeu nesta quarta-feira (24) que “em curto prazo” o Brasil terá 1 milhão de pessoas vacinadas por dia.

“Nós temos condições de vacinar muitas pessoas. Atualmente, nós vacinamos 300 mil indivíduos todos os dias. O ministro da Saúde e o governo assumem o compromisso de, em curto prazo, aumentar em pelo menos três vezes essa velocidade de vacinação para 1 milhão de vacinas todos os dias. É uma meta plausível, temos condições até de ampliar ainda mais. Não quero me comprometer porque precisamos buscar mais vacinas.”

Em menos de um ano, ele é o quarto a ocupar o cargo de ministro da Saúde, posição que foi dos médicos Luiz Henrique Mandetta, até 16 de abril de 2020, e de Nelson Teich, por 29 dias.

Autonomia

Queiroga também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro o autorizou a nomear todos os secretários da pasta, que atualmente tem dezenas de militares em cargos de chefia.

O secretário-executivo será Rodrigo Castro, servidor de carreira do Ministério da Economia. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde ficará com o médico ortopedista Sérgio Okane, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

O novo ministro anunciou ainda a criação de uma secretaria especial de combate à covid-19.

“Essa secretaria vai cuidar somente da pandemia, porque nós sabemos que além da pandemia, as pessoas continuam tendo doenças cardiovasculares, tendo câncer e outros males que nos espreitam no nosso dia a dia. O Ministério da Saúde precisa continuar atendendo todos esses pacientes.”

Cloroquina

Questionado sobre o protocolo criado sob a gestão de Pazuello que indica cloroquina/hidroxicloroquina e azitromicinapara tratamentos de covid-19, Queiroga disse que a diretriz “não existe” no ministério e falou em “olhar para a frente e buscar o que existe de comprovado”.

“É isso que o Ministério da Saúde vai fazer. Nós instituímos dentro da secretaria especial de combate à pandemia um núcleo técnico que vai ser coordenado pelo professor Carlos Carvalho, titular Universidade de São Paulo, que vai coordenar os protocolos assistenciais da covid.”

Todavia, o novo ministro também defendeu a autonomia dos médicos para fazer uso off-label (sem que conste a doença na bula) dos medicamentos que julgarem necessário para fazer o tratamento da covid-19.