Mauro Mendes entregou projeto à ALMT — Foto: Fablício Rodrigues/ALMT

Por G1 MT e TV Centro América

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) disse nesta terça-feira (23), logo depois de argumentar a necessidade de decretação de feriadão prolongado para conter a Covid-19, que não cabe só a ele decidir pela adoção de medidas mais rígidas e eficazes, mas aos deputados que vão analisar a proposta. Cabe a eles aprovar ou não o projeto de autoria do Executivo.

“Eu não sou o todo poderoso. Estamos numa democracia é isso tem que ser debatido. E dentro do regime democrático vamos submeter à avaliação dos deputados, eles têm como eu poder de tomar decisões”, declarou.

Para o governador, tem pessoas que querem continuar com a vida normal, mas que podem mudar de ideia quando ver alguém próximo morrer por causa da doença.

“Tem pessoas que querem continuar com a vida normal até que aparece alguém morrendo na porta da casa dele, daí ele quer pegar aquele cara colocar numa ambulância e mandar para alguém cuidar”, disse.

Os deputados começaram a debater o projeto que quer antecipar os feriados de Corpus Christi, Consciência Negra, Dia do Servidor Público, Dia do Trabalhador e aniversário dos municípios, para o período entre sexta-feira (26) e o dia 4 de abril.

O deputado Ulysses Moraes disse que medidas já deveriam ter sido adotadas ao longo da pandemia para evitar o colapso do sistema de saúde.

“Tivemos um ano para a contratação de profissionais e nada fizemos, estamos à beira do colapso. Este é o momento da Casa mostrar suas dependências, contra o governo que não priorizou a saúde”, disse.

Lúdio Cabral (PT) e Paulo Araújo quiseram pedir vistas ao projeto. O petista argumentou que se o governador tivesse adotado medidas mais rígidas de acordo com o grau de classificação de risco de cada município o estado não teria chegado a esse ponto.

“Seria absolutamente desnecessário se ele respeitasse o decreto dele próprio que estabelecia as medidas adotadas de acordo com cada classificação de risco. Em janeiro eu recomendei que o governador colocasse todo o território a classificação de risco alto por quarentena de 15 dias, mas isso não foi feito”, afirmou.

Para Janaina Riva (MDB), o feriado prolongado pode causar mais aglomerações.

O projeto ainda está sendo analisado pela Assembleia Legislativa.

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