Por G1 MT

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) recebeu denúncias de carga horária exaustiva feita por profissionais que atuam na linha de frente em Várzea Grande. De acordo com a denúncia, o município abriu 22 novos leitos de enfermaria sem a contratação de mais profissionais de saúde para atender a demanda de pacientes com Covid-19.

Por meio de nota, a Prefeitura de Várzea Grande informou que o reforço no atendimento das estruturas de saúde municipais em decorrência da Covid-19 foram acompanhadas de uma série de medidas, sendo uma delas a contratação de novos profissionais da área de saúde.

Segundo o município, a média de atendimentos cresceu mais de 40% e as medidas foram adotadas para evitar as filas de espera. Leia a nota na íntegra no final da matéria.

De acordo com o presidente do Sindimed, Adeíldo Lucena, os médicos que estão na linha de frente atuando no Pronto Socorro do município estão extremamente estressados, já que apesar da Unidade de Pronto Atendimento estar como referência para casos de Covid-19, o Pronto Socorro continua sendo a porta de entrada.

Com esse novos leitos, sem equipes médicas novas, o sindicato receia que os profissionais fiquem doentes.

Segundo informações recebidas pelo Sindimed, apesar da UPA estar como referência nos casos de Covid-19 em Várzea Grande, a unidade não possui um tomógrafo. Dessa forma, todas as vezes que um paciente internado em decorrência do coronavírus precisa de uma tomografia é levado para o Pronto-socorro de Várzea Grande para a realização do exame.

Segundo os profissionais, quando o paciente é levado para a unidade, acaba expondo outros funcionários e pacientes ao vírus. Além disso, ele tem que passar novamente pelo plantonista, abrir uma ficha e fazer nova consulta.

O sindicato tem uma ação com uma liminar deferida sobre as condições de trabalho na pandemia denunciando a sobrecarga de trabalho e os riscos para todos os profissionais e afirma que vai acionar a justiça para que a prefeitura de Várzea Grande cumpra a liminar e não coloque mais profissionais em risco.

No estado, foram 272.232 casos e 6.370 mortes pela doença.

De sábado (13) para domingo (14), foram notificadas 467 novas confirmações de casos de coronavírus e 40 mortes no estado.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 462 internações em UTIs públicas e 490 enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 94,9% para UTIs adulto e em 65% para enfermarias adulto em Mato Grosso.

Leia a nota da Prefeitura de Várzea Grande na íntegra:

As Secretarias Municipais, de Comunicação Social, de Saúde e de Administração, além da Procuradoria Geral em atenção ao pedido de esclarecimento deste conceituado órgão de imprensa informa:

  • O reforço no atendimento das estruturas de saúde Municipais em decorrência da COVID 19 vieram acompanhadas de uma série de medidas, sendo uma delas a contratação de novos profissionais da área de saúde;
  • Ocorre que não existem profissionais disponíveis no mercado, tanto que o Plano de Contingência assinado entre Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande, que colocou Várzea Grande como não Covid, para atender aos demais casos de enfermidades, está mantido, mas, obrigou Várzea Grande, abrir duas de suas três unidades de urgência e emergência (Hospital Pronto Socorro Municipal e UPA Ipase) ,atendimentos especializados, mesmo que de forma temporária para atender a demanda crescente por leitos e atendimentos;
  • A média de atendimentos cresceu mais de 40% e as medidas foram adotadas para ofertar atendimento para evitar as filas de espera.
  • A Prefeitura e as Secretarias Municipais reconhecem e enaltecem o esforço e dedicação dos profissionais de saúde, muitos deles, dobrando a escala em prol da manutenção dos atendimentos da rede pública de saúde.
  • No tocante ao exame de tomografia a rotina dos pacientes foi modificada, ou seja, eles saem em ambulância, entram direto no Diag X empresa responsável pelo exame, e retornam para a UPA IPASE, não necessitando de nova avaliação médica no Pronto Socorro.

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