Vander e Leto

O prefeito municipal, Vander Masson, e o diretor do SAMAE, Heliton Luiz de Oliveira, o Leto, apresentaram na manhã desta segunda-feira, dia 15/03, um diagnóstico da atual situação da autarquia e desafios da nova gestão para garantir saneamento básico à população tangaraense, incluindo abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e destinação correta de lixo doméstico através do aterro sanitário.
Atualmente, o SAMAE conta com a captação de água bruta do Córrego Queima Pé para o tratamento e abastecimento do Município, rio que em período de estiagem tem sua vazão reduzida significativamente e as represas existentes não conseguem suprir a coleta de água bruta necessária para manter a captação total para o abastecimento.
Em 2016 e em 2020, a cidade enfrentou situações críticas de escassez de água, ocasionando problemas sérios de abastecimento. A nova gestão municipal, que assumiu em janeiro de 2021, pegou o SAMAE em situação crítica, sendo que alguns setores estão sucateados, com tecnologias obsoletas e necessitando de adequações urgentes para evitar desabastecimento.
De acordo com o prefeito municipal, “por não haver setorização adequada da distribuição de água, alguns bairros, que ficam em pontos mais elevados, como é o caso da região da Vila Alta, que precisam de maior pressão no sistema para que haja distribuição, acabam tendo o abastecimento prejudicado”, disse.
De acordo com o novo diretor do SAMAE, quanto ao tratamento, a concepção adotada na implantação do sistema operante, por falta de atualização, está insuficiente para atender a demanda atual, como por exemplo podemos citar a não realização da troca periódica do material filtrante da Estação. “Existe histórico de manutenção de apenas um filtro no ano de 2016, os quatro filtros restantes não há histórico de trocas”, relatou.
O prefeito Vander explica ainda que a vazão fornecida pela ETA Queima Pé nos horários de maior consumo, não supre a demanda da população, considerando que o Município não possui reservatórios de água tratada suficientes para atender essa necessidade. “Atualmente, por exemplo, nós temos água nas represas, mas não temos capacidade de armazenamento de água tratada. Estamos parando o tratamento a meia-noite, pois não temos onde guardar a água tratada, por falta de reservatórios”, disse.

Prefeito e diretor do SAMAE apresentam ações que serão desenvolvidas para resolver problema de abastecimento de água

O prefeito municipal, Vander Masson, juntamente com o diretor do SAMAE, Heliton de Oliveira (Leto), apresentaram 11 ações que estão sendo e/ou serão desenvolvidas para resolver o problema do abastecimento de água em Tangará da Serra.
A primeira delas é a captação de água do Rio Sepotuba, cujo processo está em revisão para atender as recomendações do Ministério Público (MP/MT) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), incluindo projetos e licenças ambientais. Importante frisar que a licitação da adução foi suspensa pelo ex-prefeito Fábio Junqueira, em 2020, após ação do Ministério Público, que apontou irregularidades.
A segunda ação que está sendo feita pela atual gestão para garantir abastecimento na cidade é a captação de água dos córregos Russo e Estaca. “Estamos viabilizando a autorização dos proprietários, a licença ambiental, além de projetos elétrico, hidráulico e financeiro para execução desta importante ação”, disse o prefeito.
Outra ação que será executada é a recuperação da nascente do Rio Queima Pé, com desassoreamento da nascente, abertura de caixas e implantação de drenos infiltradores para contenção e águas pluviais das estradas, levantamento de terraços acima da nascente com implantação de drenos infiltradores e implantação e um novo bueiro celular na estrada da nascente.

Demais ações:
– Construção de comportas nas represas a montante da ETA do SAMAE.
– Construção de no mínimo 6 poços artesianos nos bairros Valência, Morada do Sol e Alto da Boa Vista, e no pátio da SINFRA, fazendo as devidas interligações às redes existentes.
– Ampliação do sistema de reservação de água tratada com a construção de novos reservatórios no Residencial Alto da Boa Vista, na SINFRA, Cohab Tarumã e SAMAE da Vila Alta.
– Ampliação e correção do barramento da represa existente na ETA para o acréscimo do volume armazenado de água bruta.
– Conclusão e execução do projeto de ampliação da ETA existente e implantação de três ETAS metálicas modulares e reforma da existente para a ampliação da capacidade de 320 litros por segundo para 695 litros por segundo.
– Ampliação do sistema de bombeamento, com aquisição de bombas suplementares para otimizar os serviços de bombeamento.
– Construção de uma nova adutora para ampliar a capacidade alimentadora dos reservatórios do Valência e Vila Alta.
– Conclusão e execução do projeto de setorização de todo o sistema de distribuição de água tratada para o Município com o objetivo de equalizar a pressão e facilitar a manutenção preventiva e corretiva da rede sem prejuízos para a distribuição de água aos consumidores.

Tratamento de Esgoto de Tangará passará por revisão para atender demanda da cidade

O SAMAE também é responsável pela captação, tratamento e destinação do esgoto da cidade. A nova gestão encontrou inúmeros desafios e problemas para serem sanados e dar garantia de acesso ao serviço a toda a população. A começar pelos impacto sofridos pelo Rio Ararão, manancial que recebe o esgoto tratado da cidade.
De acordo com o prefeito Vander Masson e o diretor do Samae, Heliton Oliveira, atualmente o Rio Ararão não tem capacidade de absorver a quantidade de esgoto lançado em virtude de sua baixa vazão, sendo assim, com o crescimento populacional do Município, o rio não tem mais capacidade para suprir toda a demanda.
“Para sanar essa situação, há previsão do emprego de um novo rio para a diluição do esgoto tratado, o Rio Sepotuba, cujo projeto, em processo de elaboração, com previsão de execução da obra e início das operações em 2023”, disse Leto.
Quanto a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) algumas ações corretivas deverão ser desempenhadas ainda este ano, como a manutenção do corte da vegetação, sinalização de riscos associados nas dependências da ETE, manutenção das geomembranas das lagoas, que estão há mais de 8 anos sem qualquer reparo, dragagem do lodo depositado no fundo das lagoas, que se encontram com volume acima do permitido, em virtude da falta de limpeza pela gestão anterior.
“Há limitação na capacidade de esgotamento e tratamento, uma vez que as obras não foram concluídas nos prazos estipulados pelo cronograma, ocasionando as perdas das licenças necessárias para a continuidade do empreendimento. Para a solução do problema estão previstas ações como a construção de três elevatórias e rede alimentadora para interligar os 22% de rede existentes e ainda não ligadas nas regiões da Vila Horizonte, Cohab Tarumã e demais bairros adjacentes”, relata o novo diretor do SAMAE.
Além disso, está prevista a conclusão do reator anaeróbico de fluxo ascendente (RAFA) e mais dois (no mínimo) para otimizar o tratamento de esgoto de toda a área já parcialmente instalada e da nova área de implantação de mais 33,50% de residências que, com a somatória da primeira implantação totalizará aproximadamente 90% de esgoto tratado na cidade.
Também estão previstas outras ações, como a construção de lagoas de estabilização, a manutenção da geomembrana que se encontra parcialmente queimada e inapropriada há alguns anos, além da manutenção no corte de vegetação no pátio da ETE, a sinalização de risco associado na área da ETE e a dragagem do lodo depositado no fundo das lagoas”.
Além disso, a direção do SAMAE já está providenciando a ativação de um financiamento de R$ 25 milhões junto à Caixa Econômica Federal, aprovados desde 2019, e que deixado em segundo plano pela gestão anterior. “Esse financiamento proporcionará a implantação de redes de esgoto em diversos bairros de nossa cidade”, garante Leto.

SAMAE busca licenciamento para regularização do Aterro Sanitário

O Aterro Sanitário, também de responsabilidade do SAMAE, necessita de adequações, que já estão sendo providenciadas pela nova gestão. O diretor da autarquia, Heliton Oliveira, explica que o SAMAE terceiriza a operação do aterro sanitário, que recebe atualmente 4.400 toneladas de resíduos sólidos por mês, no entanto, o espaço está atuando sem licença de operação, em virtude da falta de adequação de algumas pendências junto a SEMA.
“Apesar dos entraves ambientais, o SAMAE está mediando todos os caminhos para a regularização do Aterro Sanitário, para termos a licença de operação. Para a solução destes problemas, o SAMAE irá desenvolver ações que incluem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto à SEMA, com um cronograma exequível pelo SAMAE para sanar as irregularidades observadas”, disse Leto.
Além disso, atualmente está sendo elaborado o Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PMGIRS) do Município, que trará o diagnóstico da condição atual do gerenciamento dos resíduos e apresentará soluções para resolver os problemas elencados. “O prognóstico da problemática de resíduos sólidos do Município será apresentado pelo PMGIRS, porém, acerca de resíduos volumosos, vidros, poda e construção civil será implantada uma medida preliminar de separação, triagem e destinação diversa ao aterro sanitário”.

Município soma débito de 840 mil reais em multas com a SEMA por questões ambientais

Após levantamento da condição atual do SAMAE frente ao atendimento das questões ambientais, foi constatado que há uma série de pendências com a SEMA/MT, cuja soma de multas totalizam 840 mil reais. A situação foi apresentada pelo prefeito municipal, Vander Masson, e pelo diretor da autarquia, Heliton Luiz de Oliveira.
Essas pendências são relativas a falta de projeto de barramento da ETA, falta de licença de operação da ETA, dificuldade da renovação da outorga de captação de água, falta de condições de atendimento da outorga de diluição de esgoto no Ararão, falta de manutenção preventiva e corretiva na ETE, falta de licença de operação, falta de licença de operação do aterro sanitário.
“Todas essas pendências do SAMAE serão tratadas através da assinatura de um TAC no qual será firmado um compromisso pela autarquia em atender as exigências apontadas pela SEMA”, pontuou Leto.

Alexandre Rolim/Assessoria de Comunicação

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