Mari de Bastos Lima foi assassinada em 2020 — Foto: Caudeni da Silva/Arquivo pessoal

Por G1 MT

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, nesta quinta-feira (1°) a identificação, através do DNA, do corpo da travesti Mari de Bastos Lima, de 37 anos, desaparecida há mais de um ano, em Santo Antônio de Leverger. Ela trabalhava como pizzaiola durante a noite e desapareceu após sair do serviço, no dia 8 de janeiro de 2020.

Duas semanas depois do desaparecimento, três homens foram detidos suspeitos de matar a travesti. Um dos suspeitos teria dito que os outros dois enterraram o corpo.

O detido apontou o local onde supostamente a vítima estaria enterrada. A PM acionou o Corpo de Bombeiros e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para dar apoio nas buscas, mas o corpo não foi encontrado.

Eles foram liberados, em seguida, porque, segundo a polícia, não houve fatos que motivassem o flagrante.

Os restos mortais de Mari foram localizados pela Polícia Civil no dia 9 de julho de 2020 às margens de uma estrada rural de Santo Antônio de Leverger.

Na época, a polícia suspeitava que o corpo era da travesti, mas não havia confirmação.

Só oito meses depois da localização do corpo, o exame de DNA pôde ser feito. Um dos problemas enfrentados foi que a família de Mari, que é do Maranhão, não tinha condições de custear a viagem para Mato Grosso, para fazer o confronto de materiais genéticos.

Por causa disso, as amostras de referência dos familiares de Mari foram coletadas e processadas pela Perícia Oficial do Maranhão e foram confrontada com a mãe e duas irmãs da vítima.

Já o perfil da vítima foi obtido e processado pela Politec de Mato Grosso.

Até o resultado da identificação técnica os restos mortais de Mari permanecem na Gerência de Antropologia Forense, da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, na qual foi realizada a necropsia, onde constatou-se que a causa da morte foi indeterminada.

O desaparecimento

José Mário de Bastos Lima, mais conhecido como Mari, desapareceu no dia 8 de janeiro após sair da pizzaria onde trabalhava como pizzaiola. A chefe de Mari, Caudeni Gomes da Silva, contou que a funcionária sempre saía do trabalho direto para casa.

No entanto, na manhã de sexta-feira (9), Mari foi procurada por um amigo, mas não foi encontrada na casa e também não apareceu no serviço.

O celular e as roupas dela também ficaram no imóvel onde morava.

Segundo Caudeni, a travesti é do Maranhão, mas se mudou para Mato Grosso há quase 10 anos. Ela morava sozinha. “Entrei em contato com a família dela do Maranhão. Eles estão preocupados, mas não têm condições de vir para Mato Grosso”, disse.

Durante as diligências, os policiais da Delegacia de Santo Antônio de Leverger conseguiram imagens do circuito de segurança de estabelecimento comercial que flagraram a vítima, antes do seu desaparecimento, na companhia de duas pessoas.

Os dois acompanhantes vistos nas imagens foram identificados e ouvidos, porém, não forneceram informações que pudessem esclarecer o desaparecimento de Mari. Outras testemunhas relacionadas à vítima também foram ouvidas. Contudo, a polícia ainda não constatou nenhum indício concreto da localização de Mari.

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