Mãe aguarda liberação do corpo do filho na Politec de Alta Floresta — Foto: Reprodução/Notícia Exata

Por G1 MT

Maria Joana Souza é de Almeirim (PA) e viajou para Mato Grosso após saber da morte do filho. Desde então, ela tentava provar que era mãe da vítima.

Na última segunda-feira (8), a família que abriga a idosa pediu ajuda da Defensoria Pública de Mato Grosso, que solicitou, no prazo de 24h, informações sobre o caso à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Alta Floresta.

Nessa quarta-feira, saiu o resultado do exame de DNA, que haviam sido colhidas há cerca de três meses.

Maria disse à Politec que transfira o reconhecimento para a sexta-feira (12), quando a irmã de Ivanildo, morado do Pará, poderá acompanhá-la no reconhecimento.

Maria está em Alta Floresta desde o dia 9 de dezembro de 2020, após ter sido avisada pelos amigos de Ivanildo que ele havia falecido em decorrência de um espancamento. Ele foi encontrado no município de Bandeirantes, sem documentos e diante da impossibilidade de identificá-lo oficialmente, a Politec pediu que Maria apresentasse a certidão de nascimento do filho, o que ela não conseguiu.

Diante da situação, a Polícia Civil solicitou que fosse feita a análise do material genético de ambos, via exame de DNA. A coleta do material foi feita no dia 11 de dezembro e, desde então, a idosa esperava pelo laudo, sem meios de sustento, morando de favor na casa de um casal com o qual Ivanildo morava há 22 anos.

A idosa contou ainda que não via o filho desde que ele tinha 16 anos. Por falta de condições no Pará, ele se mudou com outros dois irmãos para trabalhar em um garimpo de Mato Grosso.

À época, ele não conseguiu tirar os documentos de identidade.

Morte

Ivanildo morava em Alta Flores com um casal de amigos. Ele trabalhava para esse casal conduzindo máquinas pesadas.

Segundo a defensoria, durante um assalto, ele foi espancado em Bandeirantes e teve diversos ferimentos pelo corpo.

O homem chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.