Jair Bolsonaro após reunião, fora da agenda oficial, com o presidente da Câmara, Arthur Lira

UESLEI MARCELINO/REUTERS

Em tom enigmático, presidente critica novamente lockdowns adotados por prefeitos e governadores para conter a pandemia

 Daniel Trevor, da Record TV

Em sua conversa diária com apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada, nesta sexta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “está chegando ao fim esse sofrimento”. A frase, em tom enigmático, se deu em resposta às reclamações sobre as medidas de restrição mais severas adotadas por prefeitos e governadores para tentar frear a disseminação da covid-19.

“Você mora onde?”, perguntou o presidente a uma apoiadora, que respondeu residir em Campinas e que vem viajando desde 1º de março, passando pela Bahia, “onde o povo está sofrendo”. “Povo Baiano está sofrendo porque?”, replicou Bolsonaro. Segundo a apoiadora, o governo estadual não deixa os cidadãos trabalharem.

Nesta quinta-feira (25), durante live semanal, o chefe do Executivo nacional reafirmou sua contrariedade às medidas de fechamento para conter o novo coronavírus e disse esperar que as políticas de lockdown sejam “atenuadas ou extintas” daqui a três meses. O prazo foi indicado após Bolsonaro comentar a decisão do Ministério da Economia de adiar o recolhimento de tributos para empresas do Simples Nacional nos meses de abril, maio e junho.

As críticas ao governo federal pela gestão da pandemia vêm se intensificando nas últimas semanas devido à lentidão na vacinação e constantes mudanças de rota no planejamento e execução, principalmente no que diz respeito ao Plano Nacional de Imunização, o que custou o cargo de ministro da Saúde de Eduardo Pazuello.

O Planalto se defende dizendo que, em números absolutos, o Brasil é um dos primeiros países no ranking de vacinação e o ritmo de aplicação das doses está ganhando escala. No último dia 19, foram assinados os contratos para a aquisição de 138 milhões de doses, 100 milhões da vacina da Pfizer, a primeira no país a receber o registro definitivo concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e 38 milhões do imunizante da Johnson.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui