Somente nos três primeiros meses desse ano, o município de Tangará da Serra registrou 40 novos casos de hanseníase. O número é considerado preocupante, tendo em vista que no decorrer de todo primeiro semestre do ano passado, apenas 32 casos foram diagnosticados.

Algumas das ações de prevenção que o Município vem realizando estão inseridas dentro do Plano de Combate a Hanseníase, ação do Governo Federal que foi aderida por 20 cidades de todo o Estado. De acordo com a coordenadora do Plano Municipal de Enfrentamento da Hanseníase em Tangará da Serra, Edna Maria Alves Batista, o plano foi desenvolvido no decorrer do ano de 2019 e já está em plena atividade. “Temos no plano a qualificação de novos profissionais, a busca pela sensibilização sobre os sinais e sintomas, e a detecção precoce para assegurar o tratamento imediato após o diagnóstico”, comentou a responsável, ao destacar que atualmente são 154 pacientes em tratamento em Tangará da Serra.

“Com o Janeiro Roxo, que fizemos mutirão, a gente fechou com 40 novos casos nesse ano. É um número considerado preocupante. Dentre os novos casos, infelizmente tem pessoas com estágio avançado da doença”, confirmou.

Vale destacar que Mato Grosso é considerado o estado mais endêmico do país por ter diagnosticado, em 2018, cerca de 4.700 pessoas com hanseníase.

Conforme o Ministério da Saúde, a Hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, é em média de dois a sete anos. Há referências com períodos mais curtos, de sete meses, como também mais longos, de 10 anos.

O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno da Hanseníase são as principais formas de prevenir as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase.

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