Fabíola Tormes / Redação DS 

Há superlotação nas unidades e profissionais esgotados

“Não vamos desistir não”. Esse é o desabafo de um médico da rede privada de saúde de Tangará da Serra ao falar da superlotação nas unidades de saúde e do esgotamento dos profissionais de saúde.

SEGUNDO O PROFISSIONAL – que enviou as mensagem em resposta a questionamentos de pacientes com Covid-19 sendo encaminhados a Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) de outras cidades – a rede privada está na capacidade máxima de lotação. “Na data de hoje não há vagas aqui em Tangara (só em Tangará a rede privada possui 12 leitos de UTI Covid)  e mais enfermarias. As vagas em Cuiabá são raras e dificílimas de conseguir pela alta demanda. Portanto culpar exclusivamente a rede e/ou os administradores e profissionais de saúde é uma conduta no mínimo cruel, pois com certeza todas as instituições tentaram e estão tentando incansavelmente atender a todos”.

Já em relação aos profissionais de saúde, assim como na rede pública, todos estão no limite. “Não há profissionais de saúde para tantos desfalques e quebra de escalas, por motivos de Covid e estafa física e mental. (…) Alguns virando 36 horas no ar por que o colega que ia cobrir positivou”, relata.

Dois óbitos entre estes profissionais já foram registrados em Tangará: do cirurgião geral Marcelo Shida em novembro passado e a técnica de Enfermagem Francieli Pereira, que atuava na rede privada, perdeu a vida na luta contra a Covid-19 no último dia 2 de janeiro.

“Vamos entrar em dias muito difíceis. Nesse momento a preocupação é com a escala médica, de equipe de apoio, estrutura de atendimento de amanhã e dos próximos dias. Vamos tentar cada um colaborar do seu modo e espero que em breve possamos olhar pra esse momento e ver que tentamos sim! E não baixamos a guarda, em todos os sentidos. Não vamos desistir não! Enquanto tiver um colega de saúde em pé e um mínimo espaço, nem que seja de pé, ali tenho certeza que estarão quer seja em rede pública ou privada”.

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