Movimento do comércio nas ruas de Campinas, no interior de São Paulo

LEANDRO FERREIRA / FOTOARENA / FOLHAPRESS

A partir do próximo sábado (6), academias, salões de beleza e outras lojas de regiões da fase laranja poderão abrir das 6h às 20h

 Do R7
  • SP cancelou fase vermelha aos finais de semana para 11 regiões que estão na etapa laranja
  • Restaurantes, shoppings e outros comércios dessas áreas poderão reabrir já no sábado (6)
  • Os bares continuam proibidos de receber clientes mesmo após a manobra do governo paulista
  • Seis regiões classificadas na fase vermelha seguem só com serviços essenciais liberados
O governo de São Paulo voltou atrás, nesta quarta-feira (3), e suspendeu a fase mais restritiva da quarentena que vigorava em todo o Estado durante os finais de semana. Com a manobra, restaurantes, shoppings, salões de beleza, academias e outros comércios não essenciais, de regiões que estavam na fase laranja, poderão reabrir já próximo sábado (6).

A previsão era manter a quarentena mais rígida até o próximo dia 7 de fevereiro nas 11 regiões da fase laranja, que conviviam com um modelo híbrido com a vermelha aos finais de semana e entre 20h e 6h durante a semana. O anúncio da gestão Doria hoje, porém, cancela esse modelo e permite a reabertura. Apenas os bares seguem impedidos de receber o público.

A justificativa, segundo Doria, é que houve queda de 11% nas internações em leitos e UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) nas redes pública e privada. “Vamos suspender o fechamento de atividades econômicas já nesse fim de semana em todo Estado de São Paulo […]. Podemos permitir que as atividades de fim de semana sejam retomadas”, argumentou.

De acordo com o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, Paulo Menezes, há uma redução lenta e progressiva nos indicadores da evolução da pandemia no Estado.

“Nossa projeção, há 15 dias, era extremamente preocupante, por isso o governo adotou a medida de o Estado todo vermelho nos finais de semana. A região metropolitana e a Baixada Santista têm classificação laranja neste momento e com tendência de queda”, afirmou.

Menezes, porém, alertou que o patamar de casos e mortes por covid-19 ainda é alto e semelhante aos de junho e julho do ano passado.

“Houve um grande avanço no acesso aos serviços de saúde de pacientes graves. Com cerca de 8.500 leitos em São Paulo, temos cerca de 2.000 disponíveis. Esperamos que se mantenha essa tendência de redução progressiva juntamente às medidas de proteção”, disse.

Na classificação do Plano SP de 22 de janeiro, a gestão Doria havia anunciado 11 regiões na fase laranja e seis na vermelha, a mais restritiva. 

Nessa fase laranja, estão: Presidente Prudente, Sorocaba, Araçatuba, São José do Rio Preto, Araraquara, São João da Boa Vista, Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Registro e a Grande São Paulo. Na fase vermelha, estão: Marília, Bauru, Taubaté, Barretos, Franca, Ribeirão Preto.

Tanto o Estado de São Paulo quanto a Grande SP têm taxa de ocupação de 69,9% no número de leitos.

Plano de imunização

O governo anunciou também que chegam a São Paulo, na noite desta quarta-feira, insumos para fabricar 8,6 milhões de doses da vacina do Butantan. A carga, que vem de Pequim, na China, vai desembarcar, por volta de 23h30, no aeroporto de Viracopos em Campinas.

Para a semana que vem, está prevista a chegada de outra carga com 5.600 litros da matéria-prima. Esse volume é capaz de produzir outros 8,7 milhões de aplicações da CoronaVac. Com esses dois envios, serão 17,3 milhões de doses.

A gestão Doria anunciou ainda que a vacinação de idosos se inicia na capital paulista no dia 8 de fevereiro com cinco pontos de drive-thru, sem que essas pessoas tenham que sair de seus veículos. A imunização vai ocorrer no Pacaembu; em frente à Arena Corinthians; no Autódromo de Intelagos; no Anhembi; e na Vila Prudente.

Além disso, 468 unidades básicas e 460 escolas municipais farão o atendimento nos idosos.

A nova fábrica de vacinas do Butantan conseguiu R$ 160 milhões na captação de recursos privados, sob a forma de doações de 36 empresas. “[A planta] está em construção desde 2 de novembro, com capacidade anual de 100 milhões de doses produzidas no Brasil”, disse o governador. A previsão para início de produção é em dezembro deste ano.

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