Por Mateus Marques, GloboNews

Segundo a parlamentar, acusada de ser a mandante do crime, Lucas dos Santos, um dos filhos adotivos, mostrou uma mensagem de texto recebida do próprio celular da deputada, pedindo que ele matasse Anderson.

Durante o depoimento, Flordelis explicou que a mensagem foi enviada por Marzy, uma de suas filhas afetivas. A deputada contou ainda que todos na casa tinham acesso ao seu celular.

Flordelis disse ainda que contou ao marido sobre a mensagem recebida por Lucas.

O depoimento à Justiça ocorreu na manhã desta sexta-feira (18), durante a 5ª audiência sobre o assassinato do Pastor Anderson do Carmo, morto no dia 16 de junho de 2019, na garagem de sua casa, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Flordelis negou qualquer envolvimento no crime.

Ainda de acordo com o depoimento de Flordelis, a deputada teria ouvido os disparos feitos contra o marido.

Questionada sobre um possível relacionamento do pastor Anderson com uma de suas filhas adotivas, Flordelis negou que soubesse do caso.

Julgamento

Além do depoimento da deputada federal, a Justiça também espera ouvir mais sete filhos do casal, uma neta e duas pessoas que não fazem parte da família. Os 11 são acusados de participarem do assassinato.

Lucas dos Santos, acusado de comprar a arma do crime, é uma das pessoas que serão ouvidas nesta sexta.

Uma nova audiência já está marcada para o próximo dia 22.

Relembre o caso

O crime ocorreu na casa da família, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, em 16 de junho do ano passado. Anderson do Carmo foi morto, com mais de 30 tiros, na garagem de casa.

Em junho deste ano, o G1 mostrou que, segundo a perícia, o pastor levou mais dois tiros após cair baleado no chão — um na lombar e outro no ouvido direito. A informação está no laudo da reconstituição do caso.

Pastor Anderson, assassinado, e a mulher Flordelis — Foto: Reprodução/TV Globo

Pastor Anderson, assassinado, e a mulher Flordelis — Foto: Reprodução/TV Globo

Já Lucas dos Santos de Souza, preso horas depois do irmão, é acusado de ter conseguido a arma do crime.

A pistola foi encontrada na casa da deputada. O telefone celular do pastor nunca apareceu.

Flávio e Lucas foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos.

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