Fonte: Juína News

Mesmo com os 37 óbitos e outros 1.017 casos confirmados da Covid-19 na cidade de Juína, muitas pessoas e até empresas estão ignorando normas de segurança impostas pelo decreto estadual e municipal que foram regidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Um caso recente aconteceu na cidade de Juína, onde uma empresa localizada na região central da cidade, com o nome fantasia denominado “Santo Gole” promoveu um evento com um número aparentemente elevado de pessoas, e pelos vídeos e imagens que circulam nas redes sociais, ninguém levou em conta o uso a máscara facial e muito menos o distanciamento físico, haja vista que o evento tratava-se de uma feijoada ao som de um grupo de pagode embalando muitas pessoas a dançarem juntas sem quaisquer preocupação.

Os vídeos e imagens causou indignação em muitas pessoas e chegou até o conhecimento do Ministério Público Estadual, através da promotoria de justiça civil de Juína.

Em entrevista ao site Juína News, o promotor de Justiça Cível Marcelo Linhares adiantou que o estabelecimento já havia sido orientado pela vigilância sanitária por várias vezes, sendo que na ocasião as advertências eram de pessoas que insistiam em não manter as normas de segurança, porém, no último domingo os vídeos que circulam em redes sociais mostram até funcionários públicos do auto escalão do executivo municipal participando do evento, que mais parecia um “carnaval”, pontuou Marcelo Linhares, que disse não saber quais as medidas que serão tomadas pelo atual prefeito em relação a participação dos seus funcionários estarem aglomerados no evento, uma vez que os mesmos deveriam servir de exemplo.

Linhares ressaltou que a promotoria expediu uma notificação para vigilância sanitária e também para o PROCON da cidade de Juína, e para o prefeito Altir Peruzzo, exigindo que adote medidas urgente em relação a problemática do estabelecimento em no máximo 72 horas, onde o não cumprimento das medidas acarretará no fechamento do estabelecimento e irá gerar processo aos órgãos administradores responsáveis pela fiscalização que deixaram de realizar o trabalho no estabelecimento.

Marcelo Linhares disse que a situação do estabelecimento está totalmente fora de controle, o que leva o Ministério Público a tomar medidas eficaz para resolver o problema, e afirmou que sempre que foi solicitado a fiscalização no local, a equipe fez o trabalho, porém, o fato de ter um servidor público do auto escalão do municipal se fez presente no evento e não exerceu seu poder de manter a ordem pública evitando aglomerações e o desrespeitos com as normas de segurança amparadas nos decretos estaduais e municipais.

Alguns empresários da cidade que sofreram e sofrem fiscalização no dia-a-dia reclamaram nas redes sociais sobre o relaxamento do estabelecimento que promoveu o evento com aglomeração, pois a lei foi criada para todos, desrespeitando a lei e ainda exibindo imagens nas redes sociais.

O promotor enfatizou que a lei foi criada para todos e disse que não se pode permitir que apenas ume estabelecimento põe em risco todo um trabalho já realizado pelos órgãos públicos de saúde, e ressaltou que um novo surto da pandemia do Covid-19 se iniciou com um número de óbitos assustador, sendo necessário manter os cuidados que foram tomados no primeiro ciclo da pandemia, onde o segundo surto pode ser de maior gravidade.

O MP vai apurar se a empresa possui toda documentação para funcionamento como por exemplo, alvará expedido pelo corpo de bombeiros, saídas de emergências e outras normas que garante a vida das pessoas que lá frequentam no caso de um pane ou incêndio.

Ao finalizar a entrevista, o promotor Marcelo Linhares afirmou que o Ministério Público não aceitará apenas a notificação, uma vez que várias outras já foram feitas, cabendo agora aplicação de multa ou interdição do local.

A reportagem entrou em contato com a empresa que preferiu não se pronunciar.

 

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