PHILIMON BULAWAYO/REUTERS

Sem poder viajar atrás de tratamentos em outros países, ricos e poderosos se chocam com lotação e qualidade dos hospitais

 por Reuters

Quando os ricos e poderosos do Zimbábue adoecem, muitas vezes vão ao exterior em busca do melhor tratamento que o dinheiro pode pagar – o presidente deposto Robert Mugabe morreu em um hospital de Cingapura em 2019.

Como o coronavírus está limitando as viagens, este luxo não está disponível, expondo a elite a uma verdade que a maioria da população conhece de sobra: o sistema de saúde do Zimbábue está desmoronando há anos, e agora tem dificuldade para lidar com uma disparada de casos de covid-19.

“É uma tomada de consciência brusca para o governo e os políticos”, disse Norman Matara, secretário-geral da Associação de Médicos do Zimbábue pelos Direitos Humanos.

“Se você tem décadas de destruição contínua de seus sistema de saúde pública, e agora tem uma pandemia, não consegue reverter esta decadência… em um ano ou seis meses.”

A economia zimbabuana estava em crise mesmo antes da chegada do coronavírus devido aos anos de hiperinflação, escassez aguda de moeda estrangeira e blecautes.

Agora, o país precisa lidar com um aumento da pandemia. Mais da metade de seus 32.646 casos confirmados de covid-19 e dois terços de seus 1.160 mortos foram registrados só em janeiro, de acordo com uma contagem da Reuters.

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