Por Kessillen Lopes, G1 MT

Ao G1, Billy afirmou que já cumpriu a decisão, mas que vai recorrer. Ele disse que questionar políticos não deveria ser crime.

“Não vivo de esmola de politico para ficar em silêncio, luto todo dia pela classe artística e trabalho de sol a sol para ter independência. Não vão me calar nunca. Nós, artistas, não vamos deixar. Eu não vou”, afirmou.

O Google Brasil Internet Ltda (Youtube) não se posicionou até a publicação desta matéria.

O clipe simula o candidato sendo amarrado e sequestrado, deixado para morrer em uma floresta. O G1 verificou que o vídeo, publicado no dia 9 de julho deste ano, foi retirado do canal de Billy Espindola no Youtube.

Na representação, Emanuel afirma que vem sofrendo ataques por parte do músico devido à música.

“A liberdade de expressão tem limites na qual não se pode prejudicar a imagem de outro e ainda, demonstrar uma cena de violência contra o autor, que vem sofrendo demasiadamente por conta das cenas gravadas no videoclipe. O representado não pode gravar tais cenas de violência, na qual se comete um crime contra o autor e pensar que não causaria dano”, diz.

“No caso trazido à apreciação, em juízo preliminar, quer parecer que estamos diante de uma publicação ilícita, pois a mensagem veiculada na publicação questionada, além das violências acima descritas, faz acusação séria de fato criminoso imputado ao representante, a qual, se não verdadeira, conduz inexoravelmente à configuração do crime de calúnia”, diz o juiz.

Ainda conforme a decisão, a publicação, caso seja mantida, pode causar dano de grave ou impossível reparação, às vésperas da eleição.

Com isso, Fidelis concedeu tutela de urgência determinando a retirada do clipe do Youtube em até um dia, sob pena de multa de R$ 5 mil por imagem/vídeo encontrado em descumprimento da decisão.

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