Por Kethlyn Moraes, G1 MT

Wagner mora há quatro anos no Texas, onde trabalha na linha de frente de combate ao coronavírus, cuidando de pacientes vítimas da doença. Por ser profissional da saúde, o médico está no grupo prioritário, que começou a ser vacinado em dezembro. Ele se prepara para receber a segunda dose nesta tarde.

“Receber a vacina é um privilegio para quem acredita na vacinação. É um meio de proteger quem amamos, proteger a nossa família, que é o mais importante”, diz.

O médico também relata a preocupação vivida na rotina.

“Quando saímos para trabalhar, não sabemos se vamos voltar infectado ou não. Há muitas pessoas assintomáticas transmitindo a doença. Então, eu acredito que você toma a vacina não pensando só em você, mas nas pessoas que moram com você”, afirma.

Ele conta que não teve nenhuma reação durante o processo.

Wagner irá tomar a segunda dose da vacina Pfizer nesta quinta-feira (7) — Foto: Arquivo pessoal

Wagner irá tomar a segunda dose da vacina Pfizer nesta quinta-feira (7) — Foto: Arquivo pessoal

Wagner diz que espera a chegada da vacina também no Brasil. Ele tem familiares em Poconé, a 104 km de Cuiabá, e conta que se preocupa com a saúde deles e que, como acredita que a vacina demore um pouco mais para chegar até Mato Grosso, sempre recomenda que façam o isolamento.

“Mas espero que a vacina funcione, e que todos possam ter acesso o mais rápido possível”, explica.

Atuando na linha de frente, o médico conta que há quatro meses o hospital tinha 170 pacientes, tendo pelo menos 40 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Atualmente, a unidade tem, em média, 40% desse número.

Mesmo com a redução, a preocupação continua, já que em sua rotina, Wagner atende a novos pacientes infectados todos os dias.

“Eu diria que os mais graves que chegam são as pessoas obesas, as com problemas renais ou diabetes. São os pacientes com maiores riscos de serem intubados. Além disso, espera-se aumentar novamente o número de casos por causa das festas e comemorações do fim de ano”, diz.

O profissional também acredita que os cuidados ainda devem continuar.

“Sabemos que a vacina são duas doses. A primeira dá uma proteção de 30%. Com a segunda, isso chega a 95%, Mesmo assim, ainda sobram aqueles 5% de possibilidade de infecção, que a vacina não cobre. Acho que as medidas de isolamento e de prevenção devem continuar até termos um controle. Mas no momento em que a maioria tomar a vacina, a transmissão do vírus deve reduzir muito”, conclui.

Estados Unidos

Os Estados Unidos começaram a vacinação em dezembro, utilizando o imunizante produzido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, aprovado no fim de semana pelas autoridades sanitárias americanas.

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