Por Denise Soares, G1 MT

Feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido devido ao fato de ela ser mulher ou em decorrência da violência doméstica. Foi inserido no Código Penal como uma qualificação do crime de homicídio em 2015 e é considerado crime hediondo.

Já os homicídios de mulheres, não qualificados como feminicídio, foram 36 neste ano. No mesmo período do ano passado foram 43, uma redução de 16%.

Para Clarissa Lopes, presidente da Comissão de Direito da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), a pandemia e o isolamento social foram dois fatores que contribuíram para o estouro de casos.

“É aumento alarmante e estamos todos muito preocupados com a situação de Mato Grosso. O motivo aparente ainda é em decorrência da pandemia e do isolamento social. Muitas famílias tiveram perda de renda e instabilidade financeira”, pontuou ao G1.

O trabalho nas redes de enfrentamento à violência e prevenção nos conselhos municipais é uma das tentativas de diminuir esse índice. No entanto, para a presidente, o trabalho ainda é considerado muito árduo, ainda mais pela questão do distanciamento social.

Ao somar os feminicídios e homicídios de vítimas femininas, são 90 casos neste contra 81 no mesmo período de 2019, o que representa um aumento de 11% em ocorrências do tipo.

Grande parte dos casos foi registrada em Cuiabá, Rondonópolis, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Aripuanã, Alta Floresta, Lucas do Rio Verde, Querência e Sorriso. Cada um desses municípios registrou entre seis a três casos, tanto de feminicídios quanto homicídios de mulheres.

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