Congresso e governo americano estudam nova rodada de estímulos econômicos, mas aumento do número de casos nos EUA assusta investidores

São Paulo –  O Ibovespa recuava na tarde desta terça-feira, 31, com a manutenção das incertezas sobre o impactos do coronavírus covid-19, após o número de infectados nos Estados Unidos chegar a 164 mil – mais do que o dobro da quantidade registrada na China. Às 14h12, o Ibovespa caía 0,62% e marcava 74.174 pontos.

Os Estados Unidos já são o país com o maior número de casos de coronavírus no mundo. Segundo dados da Universidade John Hopkins, já são 164,7 mil infectados no país . Somente na cidade de Nova York, onde fica o mais importante centro financeiro do mundo, são 914 mortes de um total de 3.170 nos EUA. Por lá, o índice acionário S&P 500 recuava cerca de 1%.

“O mercado está olhando para a evolução dos casos nos Estados Unidos. Ninguém consegue mensurar os impactos que isso vai ter na economia”, afirmou Gabriel Ribeiro, analista da Necton Investimentos.

Embora não descarte mais volatilidade nos próximos dias, Ribeiro já começa a ver as bolsas voltarem aos trilhos. “Não está tendo mais quedas de 10% e altas de 7%. Acho que a tendência é começar um processo de consolidação”.

Nos Estados Unidos, governo e Congresso voltaram a conversar a respeito de um novo pacote de estímulos econômicos, após terem aprovado, na semana passada, uma ajuda emergencial de 2 trilhões de dólares. Dessa vez, o montante deve ser menor, da ordem de 600 bilhões de dólares, segundo o site da Bloomberg.

Indústria da China

Mais cedo, o principal índice da bolsa brasileira oscilou sem direção definida por quase toda manhã, com notícias positivas sobre a indústria chinesa e a possibilidade de novos estímulos no mercado americano.

Divulgado nesta madrugada, o Índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) Industrial da China referente ao mês de março superou as expectativas do mercado ao ficar em 52 pontos, indicando aumento da atividade no país. A expectativa do mercado era de que o indicador ficasse em 45 pontos, abaixo dos 50 pontos que é o limite entre a contração e a expansão. Em fevereiro, mês em que a epidemia de coronavírus atingiu o estágio mais crítico na China, o PMI industrial ficou em 37 pontos.

O indicador, que mostrou que a recuperação do coronavírus pode ser mais rápida do que se imaginava, impulsionou as ações nos mercados asiáticos. Contudo, os índices americanos abriram em queda, evidenciando a preocupação com o aumento do número de infectados e mortos pelo covid-19 no país.

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